quinta-feira, 29 de julho de 2010

Ata da Reunião que lançou o Club Literário - 1882


Clique na imagem e leia a reprodução da Ata da Reunião de Lançamento do Club Literário de Palmares, em 03 de setembro de 1882. Acima você encontra um recorte do jornal "Palmares", volume único, editado por Miguel Jassely, em 15 de outubro de 1933, homenageando os 50 Anos do Club Literário.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Centenário Luis Portela (1910 - 2010)

Portela participa de inauguração (1988). Fonte: Arcervo Fotográfico da Famasul.
Leia a página desse Blog "O Centenário de Luis Portela (1910-2010)" e conheça um pouco da trajetória do político que marcou a história de Palmares!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Recomendações da Lista Telefônica de 1963








Em tempos de telefonia móvel e sofisticação tecnológica, é bom ler as recomendações da Lista Telefônica que circulou em Palmares, no ano de 1963. Volume dessa preciosidade se encontra arquivada na Biblioteca da Famasul.







Jornal de 1898





Jornal dedicado ao décimo sexto aniversário do Club Literário de Palmares, publicado em 1898, pela diretoria composta pelos sócios Fernando Costa Maia (Presidente), Joaquim Firmo de Oliveira (vice), Fábio Silva e Fenelon Afonso Ferreira (Secretários), Luis de França (Tesoureiro) e Manoel Henrique Wanderley (Orador). Esse jornal é responsável pela memorial institucional do Club, trazendo informações obre sua fundação, fundadores e primeiros visitantes. Um volume se encontra no Arquivo Público Estadual Prof. Jordão Emerenciano, em Recife-PE.

Fábrica de Cigarros III - Palmares, 1887










Fonte: Fundação Joaquim Nabuco, Rótulos de Cigarros, Coleção Brito Alves.

Fábrica de Cigarros II - Palmares, 1886











Fonte: Fundação Joaquim Nabuco, Rótulos de Cigarros, Coleção Brito Alves.

Fábrica de Cigarros I - Palmares, 1883











Fonte: Fundação Joaquim Nabuco, Rótulos de Cigarro, Coleção Brito Alves.

Descrição de Enchente em 1895

Imaginem uma cidade inteiramente ilhada pelas revoltas águas de um rio enorme, que tem a força de demolir edifícios e derrubar árvores. Assim estava Palmares. Nos altos, uma multidão de homens e mulheres que se agasalham nos matagais molhados, nos campos frígidos; trapos por toda a parte, a esmo; três a quatro jangadas que promovem a salvação do povo. E as águas com força, fortemente a subir. Pela tarde, quando o sol ia se afastando dos montes, bem poderia um freugmático dizer: é uma cidade que se afoga.

Baixaram as águas morosamente. Depois de alguns dias de espera lembrei-me do expediente de Noé quando soltou a pombinha querendo certificar-se se havia terminado o cataclismo das águas. Mas faltava-me tudo. Eu não estava numa arca, não havia engaiolado um casal de todos os animais que povoam a terra. Ainda mais, eu não era Noé, eu não era o meu avô. Fui, pois, eu mesmo, buscar o ramo de oliveira. Andei por toda a cidade, percorrendo todas as ruas, ainda enlameada, admirei-me da ruína extraordinária que fizera o rio, andei por todos os becos e a única coisa que me agradou, que me serviu, deste empório comercial que se oculta nas sombras do interior de Estado, foi a visita à biblioteca do Club Literário, que poderia ser um foro perene de ilustração, se não fosse reparavelmente esquecida. A única coisa, sim. De que serve admirar árvores, palmeiras, campo e caniços? De que serve ver uma planície vasta, atapetada de flores? Do que serve o canto do canário, os arrulhos da rola, os gorjeios dos sabiás?

Pude afinal voltar; havia reaparecido a terra. Estava restabelecida a locomoção e feita minha viagem demorada, aborrecida. No entanto, apesar dos contratempos acometidos ainda experimento saudades da viagem que fiz a cidade, onde vive a propulsora força dos altos cometimentos.

Recife, 1895
Assinou o pseudônimo: Z. X.

Fonte: Novo Eco, fevereiro de 1895. Arquivado na Hemeroteca do Arquivo Público Estadual Prof. Jordão Emerenciano. O Novo Eco foi editado pelos poetas Fenelon Afonso Ferreira, Fernando Griz e Fábio Silva, nos anos de 1894/1895.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Palmares, um lugar no mundo

















Palmares, junho de 2010.

Caros visitantes, estar no mundo, significa lidar com a transformação que a tudo sedimenta. Não será porque das grandes inundações de 2010, com seus prejuizos humanos, materiais e históricos, que vamos declinar e conhecer a morte da memória e das identidades. Memórias são importantes, dizem respeito ao que fomos, para sermos assim desse jeito de agora, transformados e autênticos.

Autênticos, podemos dizer que somos de um lugar no mundo, e que resistimos à passagem do tempo, ao acúmulo das épocas e à irresistivel presença das mudanças cotidianas e históricas, locais e globais, individuais e coletivas. Esse Blog'Museu é uma contribuição à ideia de que nada se perde para a História e que cada fragmento carrega, em si, o preciso cristal da rememoração e do sopro da aprendizagem humana.

O Historiador, como esse palmarense que tudo fez para não perder as roupas que salvou das enchentes, entra no fluxo da memória, inscrevendo o fragmento de Palmares na infinita rede das identidades escritas. Por isso, assume o compromisso de estar no mundo, para não deixar desaparecer o passado. A ideia desse Museu Virtual é reunir saberes de outras épocas, para despertar a vontade de continuar, no presente, a história do lugar, das pessoas e das ideias.